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04/11/2026

Sul de Minas concentra quase metade das cidades mineiras com registros oficiais de sarna humana

Casos de sarna avançam no Sul de Minas e centenas de pessoas são afetadas O Sul de Minas concentra quase metade dos municípios mineiros com registros oficiais de surtos de escabiose, conhecida popularmente como sarna hum

Casos de sarna avançam no Sul de Minas e centenas de pessoas são afetadas O Sul de Minas concentra quase metade dos municípios mineiros com registros oficiais de surtos de escabiose, conhecida popularmente como sarna humana. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e de prefeituras apontam a ocorrência da doença em pelo menos 11 cidades da região. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A doença não é de notificação compulsória individual, ou seja, as prefeituras não são obrigadas a informar ao Estado cada caso registrado. Mesmo assim, de acordo com a SES-MG, em 2026, foram comunicadas oficialmente 11 ocorrências de surtos em municípios mineiros. Cinco deles estão no Sul de Minas: Alfenas, Andradas, Campos Gerais, Lavras e Paraguaçu. Mas um levantamento feito pela produção da EPTV Sul de Minas, afiliada da Rede Globo, com as secretarias municipais de Saúde de cidades da região identificou outros seis municípios com casos confirmados: Poços de Caldas, Machado, Luminárias, São Lourenço, Caldas e Turvolândia, que confirmou casos nesta quarta-feira (4) . Em decorrência dessa confirmação, a Secretaria Municipal de Educação determinou a suspensão temporária do atendimento no CEMEI Professora Célia do Carmo Garcia, na quinta (5) e na sexta-feira (6), como medida preventiva. Escabiose, ou sarna humana, causa lesões na pele e muita coceira Magnific Casos de escabiose confirmados no Sul de Minas Alfenas- 332 casos Andradas - 47 casos Paraguaçu - 34 casos Campos Gerais - 14 casos Poços de Caldas - 9 casos Machado - 7 casos Luminárias - 7 casos São Lourenço - 5 casos Caldas - 3 casos Lavras - 2 casos Turvolândia De acordo com a SES, a comunicação é obrigatória quando são identificados dois ou mais casos com vínculo epidemiológico, como em uma mesma escola, bairro ou outro ambiente de convivência. Nessas situações, os municípios devem informar o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Minas) ou a área técnica responsável. Os episódios são monitorados de acordo com critérios como gravidade, transmissibilidade e magnitude. A Secretaria também oferece apoio técnico às prefeituras para a adoção de medidas de prevenção e controle, como orientações sobre o período de isolamento e os cuidados necessários para evitar novas transmissões. Proximidade das cidaes pode explicar surto na região Segundo o epidemiologista Sinézio Inácio da Silva Junior, professor da Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG), o espalhamento da doença pode estar relacionado à proximidade das cidades afetadas. "Alfenas se configura como um polo, um epicentro dessa doença. E, como o Sul de Minas tem muitos municípios próximos e os ônibus intermunicipais circulam entre eles, uma hipótese que pode explicar esse espalhamento é justamente esse trânsito porque, embora as distâncias sejam próximas, quando se usa ônibus, as pessoas permanecem mais tempo dentro dos ônibus, porque você vai parando de cidade em cidade", analisou. De acordo com o epidemiologista, o ácaro causador da escabiose sobrevive em média, três dias longe do corpo humano e uma das formas de evitar a contaminação é eliminá-lo no ambiente externo. "O ácaro precisa do contato com a nossa pele para ele se nutrir, sobreviver e procriar. No ambiente externo, ele é muito vulnerável, ele desidrata muito fácil e não tem alimento. Agora, no ambiente em que as pessoas que estão contagiadas convivem, até que as pessoas se coçam, que é uma reação para tentar expulsar esse parasita da pele, ele pode cair em tecido, estofado e tal", diz. Uma das medidas para prevenir a contaminação é submeter tecidos a grandes temperaturas. "Tudo o que puder ser lavado ou exposto à água quente, 50, 60 ºC, mesmo aquele tecido, roupa que a gente não costuma passar, procurar passar com ferro quente, porque ele não vai sobreviver", orienta. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Publicado originalmente em G1 — MG · Sul de Minas. Ler no site da fonte →

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